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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Em quem votar em 2014?



Aos poucos aumenta o número dos cidadãos-eleitores que abrem o olho e percebem que o “voto não tem preço e, sim, consequência”. Entretanto, há muito que ser feito para erradicar o analfabetismo político que torna o eleitor uma presa fácil do político de carteirinha, escorpião do povo.
A Velha Mídia manipula e distorce fatos contundentes. Intencionalmente anuncia que o Brasil é o caos. Silencia intencionalmente e não mostra a barbárie na Espanha e na Grécia decorrentes das medidas liberais e do desemprego elevadíssimo.
Nesse horizonte, para os empresários donos da mídia reacionária, o Brasil e a América Latina, só vão prosperar quando adotarem a ideologia da meritocracia. Engodo que justifica as desigualdades sociais ao considerar que todos partem do mesmo patamar de igualdades.
Argumentam, também, que é preciso acabar com o ProUni, Sisu, Cotas Raciais, Bolsa família e todos os programas de inclusão social, na medida em que estes deixam o povo brasileiro acomodado. Por outro lado, malevolamente silenciam diante das bolsas para empresários e latifundiários. E, ainda, aplaudem o oferecimento das bolsas de estudo para mestrado, doutorado e pós-doutorado.
            Portanto, sem a democratização dos meios de comunicação o eleitor continua na escuridão do não saber. É manipulado com facilidade. A imprensa-golpista aproveita-se da ignorância social e sorrateiramente apresenta-se como porta voz da sociedade civil. Com maestria fazem a população votar contra si mesma. Ludibriado muitos trabalhadores acabam votando pelo seu retorno à senzala, para o açoite no pelourinho.
            A imprensa demoníaca é displicente ao informar os empregos que foram criados no governo petista. Não informa a guinada política-econômica que fez o Brasil enfrentar com categoria a crise do capital em 2008. A subserviência cega aos EUA teria sido uma catástrofe sem precedentes. Nos Anais da história temos o registro da subserviência do Brasil aos interesses dos EUA até 2002. Para negociar um parafuso com a África era necessário o aval dos Iaques. Por pouco “os vendilhões” não deram o golpe fatal nos brasileiros com a aprovação da Alca (Área de Livre comércio na América).
A imprensa podre se nega a anunciar tantas obras que foram realizadas para o benefício da comunidade. Tudo o que ela faz é incitar o ódio contra o PT, sem ser propositiva. É o destruir pelo gosto da destruição. Ao ser cúmplice de falcatruas horríveis conduz o eleitor brasileiro a lutar e votar contra ele mesmo, manipulado ao ponto de pensar que luta em favor de sua classe.
Nas rodas de conversa acerca da política, cidadãos conscientes ficam indignados ao perceber que a mídia-golpista trabalha contra os brasileiros ao tentar descaracterizar o governo petista no que faz de bom ao dar “voz e vez” para negros e índios. Ao propor um projeto político que contempla todos os cidadãos do Brasil o PT vem sendo duramente criticado pela mídia golpista. Isso é lamentável.
É nítido o ganho que o Brasil teve com o governo do PT. Patrões aumentam suas riquezas. Trabalhadores escolhem onde trabalhar e exigem um salário digno em troca de sua força de trabalho. O tempo do trabalho-escravo fica cada dia mais distante. A revolução silenciosa segue adiante.
Enquanto isso, a burguesia reacionária assustada não consegue nem perceber que ela também ganha com o fortalecimento do Brasil. Felizmente estes são minorias.

             Neste panorama, para o Brasil continuar no rumo certo, sendo cada vez mais “um país de todos”, não há dúvidas, “Dilma de novo com a força do povo”. Com Lula a esperança venceu o medo. Agora a esperança precisa vencer o ódio.

Os partidos mais corruptos e o golpismo da grande mídia



            Primeiramente é preciso compreender que os meios de comunicação são empresas altamente lucrativas e que manipulam a população em seu favor. Logo, quando um partido incomoda é preciso criminalizá-lo. É o que acontece na atualidade no Brasil. A realidade diz uma coisa e as grandes emissoras de televisão e jornal dizem outra. O país vai bem. Para eles vai mal. Ao fazerem esse jogo visam confundir ainda mais o analfabeto político.
            Pois bem, não é novidade para nenhum cidadão cascavelense, paranaense e brasileiro que a corrupção na política vem desde a colonização do país. Sobre isso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontra-se o ranking dos partidos mais corruptos. Todos sabem que não foi o PT quem inventou as barganhas políticas e que as privatizações dos tucanos causaram um prejuízo incalculável à nação.
            Esclarecer o eleitor acerca dos corruptos não é interesse da mídia que é também corrompida por aqueles que pagam mais. O golpismo midiático é o grande responsável pela alienação da população nos assuntos políticos. Como falar de cidadania desse modo? Existe cidadania na sociedade dividia em classes?
            Há inúmeros modos de conceber o que seja a política. Da mesma forma existem muitas maneiras de “fazer política”. Os conceitos, a teoria e o método liga-se a ciência. No concernente a política há uma amplidão de métodos e teorias, por vezes divergentes, que possibilitam um infindável campo de estudo e análises. Com a superação da “politicagem” quem ganha é o cidadão.
Na política devemos duvidar daqueles que dizem que “sempre foi assim” e é “assim por que é”. Tudo pode ser mudado se o eleitor se transformar. Ver o histórico dos candidatos é fundamental no momento de votar. A política precisa de renovação para melhorar. O poder não pode ser uma brincadeira, uma experiência, um trocar por trocar. A pessoa precisa ter compromisso com o público. Preocupação social.
Após a aplicação do estelionato eleitoral o PSDB cai diuturnamente na sua representatividade política. Muitos de seus integrantes passaram para o DEM, PSL e outras siglas mais.
Mas o que faz o PT resistir ao ódio das elites reacionárias que sonham em alinharem-se novamente aos interesses exclusivos dos yanques? A imprensa (a quem foi atribuído o papel de fazer a oposição, pois os candidatos de direita são muito fracos) alardeia que a economia no Brasil vai mal. Por outro lado imigrantes de diversos países querem viver no país.
Apesar da mídia, o Brasil avança com o PT. A “Copa das Copas” foi realizada. O salário mínimo ganhou rentabilidade real. O desemprego nunca alcançou índices tão baixos. A classe menos favorecida adquiriu a casa própria, o carro próprio. O Lula prometeu e cumpriu: “Fome Zero” no Brasil. A elite escravocrata espuma de ódio. Ela não compreende que todos em última análise ganham com o Brasil no rumo certo. “O barbudo”, “sem estudos” que fez a melhor administração do país, que governou também para os pobres jamais irá ser perdoado pela mídia golpista. O carisma eleitoral de Lula fez Dilma sua sucessora. Cabe perguntar, quando essa mídia “sem vergonha” irá pagar pelo seu tendencionismo?
O STF se cala quando a corrupção envolve PSDB e DEM. A Revista Veja perde toda sua credibilidade ao tornar o Demóstenes Torres (DEM – GO) o paladino da ética. E os bilhões de reais que os tucanos desviaram do governo de São Paulo quando será apurado? Isso os cidadãos do mundo querem saber.


domingo, 7 de setembro de 2014

A quem interessa a ideologia liberal?



Com a crise internacional do capital no início da década de setenta (1973), países contabilizaram baixas taxas de lucro e aumento da inflação. A estagnação da economia possibilitou o fortalecimento da ideologia liberal.
A solução apresentada por intelectuais liberais é á redução dos gastos do Estado, especialmente nas questões sociais. Foram resolutos em afirmar que os sindicatos, representantes dos interesses dos trabalhadores, eram os responsáveis pela eclosão da estag-flação (estagnação mais inflação) do capitalismo. Os liberais culpam o sindicato pela elevação dos salários dos trabalhadores e funcionários públicos. De acordo com eles, esse é o principal fator que empurra o Estado para o precipício orçamentário.
A solução apresentada pelo liberalismo é o Estado Mínimo, que não intervêm nos assuntos econômicos. Os capitalistas almejam um Estado que combate às organizações dos trabalhadores. Mais ainda, querem que a taxa de desemprego aumente no intuito de fragilizar os sindicatos. Na concepção liberal, para dinamizar o crescimento da economia é necessário estimular o aumento das desigualdades sociais e ampliar a concentração de renda nas mãos de uns poucos.
O receituário liberal preconiza o esfacelamento da união dos trabalhadores em função do enriquecimento da classe que detêm os meios de produção. Segundo o liberalismo essa é uma condição essencial para o desenvolvimento do capitalismo até que alcance o seu estágio superior, onde não haverá mais crises econômicas (sonhadores).
Ao seguir a doutrina liberal, Margareth thacher (Inglaterra) cassou os direitos trabalhistas, diminuiu investimentos em saúde, habitação, previdência social e educação. Diminuiu os impostos da elite econômica e fomentou o desemprego em massa. Elevou as taxas de juros e reduziu a emissão de moedas. Entregou patrimônio público para a iniciativa privada por meio da venda de estatais que ocupam setores importantes da economia: siderurgia, eletricidade, gás, aço, telecomunicações, petróleo e até empresas de água “foram rifadas”.
O liberalismo propagou-se pelo planeta terra. Os movimentos grevistas são criminalizados, combatidos e aniquilados. Nos “países subdesenvolvidos” aonde foi aplicada a ofensiva liberal reduziu a qualidade de vida significativamente. A desintegração do sistema de saúde, por exemplo, ressuscitou enfermidades consideradas erradicadas: malária, febre amarela, cólera, tuberculose, entre outras.
            No Brasil, o utraliberalismo começou a ser efetivado com o presidente Collor de Mello em 1990 e foi aprofundada na era do Fernando Henrique Cardoso que vai de 1994 até 2002. A efetivação dessa ideologia colocou os trabalhadores na berlinda e fez com que os sindicatos adotassem posturas moderadas.
            A contestação do modelo econômico-social pautado na supracitada ideologia ficou por conta dos milhões de desempregados, dos famintos e miseráveis.

            Assim sendo, em linhas gerais, ser de esquerda é estar do lado dos trabalhadores. É entender que o Estado precisa ser tencionado em favor da classe que vive do trabalho. É votar em candidatos que defendem o pequeno agricultor, o trabalhador em geral. Pois, entende que os interesses da grande mídia não são os da população que é maioria. 

domingo, 4 de maio de 2014

Educação combina com união





Os trabalhadores em educação que estiveram na maior marcha em favor da educação na capital do Estado do Paraná no dia 29 de abril estão de parabéns! De modo especial, todos aqueles que - oriundos do interior do Estado - viajaram na madrugada. Enfrentaram o desconforto da viagem de ônibus para fazer a diferença nas avenidas de Curitiba.

Onde quer que se encontre, em todo momento, o sujeito ensina e aprende. Logo, a Greve Estadual da Educação ocorrida entre os dias 23 a 29 de abril de 2014 foi pedagógica e entrou para a história. Tanto os ausentes quanto os participativos se educam em comunhão.

Na sequência, apresentam-se algumas das conquistas a serem efetivadas e que beneficiarão os engajados, os que se empenharam pela manutenção da greve e os profissionais da abstenção: 1. Os professores contratados (PSS), por meio da alteração da Lei 103 passarão a ter o direito de receber pela maior titulação (especialização) e o tempo trabalhado contará para futuros benefícios no Plano de Carreira. 2. Os atrasados - considerados perdidos, pois o governo pretendia alegar a Lei de Responsabilidade Fiscal para deixar de saldar a dívida - serão pagos em três parcelas. 3. Na educação especial, oficialmente instituir-se-á uma comissão para que a Federação das APAES dialogue com os trabalhadores em educação e garanta que também nestes espaços se efetive os benefícios conquistados por toda categoria. 4. A reposição da inflação em 6,5% referente à data base e 3,3% em Agosto para acertar a questão dos 33,3% da Hora-Atividade, com o compromisso de distribuir as aulas em 2015 contemplando os 33,3%.

Estes foram alguns dos avanços nas negociações entre APP Sindicato e Governo Estadual. Foi uma greve de sete dias forte, unitária, articulada e programada que sacralizou conquistas para todos. Os interesses da categoria saíram vencedores. Os meios de comunicação e as redes sociais contribuíram neste processo.

A greve foi relâmpago e serviu para demonstrar a insatisfação daqueles que cansaram de ver a valorização da educação apenas nas propagandas. Numa análise ponderada, pode-se dizer que a greve começou e terminou no momento certo. A insatisfação irá continuar, pois é salutar que a educação avance para os 50% de Hora-Atividade; diminuição do número de alunos por turma etc.

Por sua vez, um período longo de greve conduziria a opiniões do tipo: “A APP Sindicato usa o movimento para fins políticos”; “Ela não quer negociar com o governo”; e os prejuízos seriam de todos os profissionais da educação. A greve é um instrumento. Não é o único. Precisamos urgentemente colocar em prática outras formas de demonstrar o descontentamento com os governos de plantão: aula na rua; aulas de trinta minutos, fóruns, simpósios e seminários em defesa da escola pública, entre outros.

Diz o ditado popular: “Nem Jesus agradou a todos”, por que teria de ser diferente ao final da Assembleia Estadual (com aproximadamente 5.000 mil trabalhadores em educação) que culminou com a suspensão da greve.

As divergências permanecem, mas a decisão da Assembleia é soberana. Apesar das discordâncias, do consenso no dissenso, a consciência de que é preciso lutar pelos direitos saiu fortalecida.

Enfim, a história nos mostra o que acontece com políticos que desrespeitam a educação. O preço pago é altíssimo. Isso porque os trabalhadores em educação sabem que apesar das discordâncias “é a união que faz a força”. A luta continua. Ela acontece todo dia. Avante educadores!  



quinta-feira, 24 de abril de 2014

Greve: onde estão nossas autoridades?





            A manutenção da organicidade da sociedade é tudo o que os cidadãos altivos almejam. O cumprimento da Lei (sua efetivação de fato) é uma condição sine qua non para a viabilização da convivência respeitosa entre os seres humanos. Por isso, os professores que ensinam o valor do respeito às regras. A importância das normas, das leis para o desenvolvimento das relações sociais.

Neste entendimento acreditamos na política. A cada pleito eleitoral delegamos poder ao votar em sujeitos capazes de elaborar e aprovar leis que favoreçam os anseios daqueles que desejam viver uma vida boa: realizados com o trabalho, com saúde e remunerados com dignidade.

Tendo em apreço o que fora supracitado, quem acompanha a greve dos professores do Estado do Paraná, fica - no mínimo - incomodado. Isto é, a Lei do Piso Nacional foi aprovada por representantes eleitos pelos cidadãos brasileiros (com a participação de deputados federais do Paraná, de Cascavel), sendo assim, por que o atual gestor do Paraná ainda não cumpriu o que determina a Lei do Piso? Ora, o governo prometeu o cumprimento dos 1/3 de hora-atividade para janeiro/2014 e, pergunta-se, por que não realizou sua promessa? Com este panorama, são inúmeras as angústias e aflições vividas pelo cidadão-eleitor paranaense.

Na sua página na interne a SEED-PR anuncia sua posição e em pontos centrais falta com a verdade e é desmascarada pelo site da APP Sindicato. O impasse aumenta e, nesse momento, precisamos do apoio de todas as nossas autoridades políticas. Pronunciem-se. Apareçam. Ninguém quer a greve. Todavia, a Lei precisa ser cumprida também no Estado do Paraná.

Enquanto isso, diante do recuo do governo em cumprir o que determina a Lei do Piso Nacional, a Greve legal avança. Em Cascavel, observou-se nos primeiros dias a ampla adesão de todos os funcionários e professores. Trata-se de trabalhadores em educação (politizados) que enfrentaram ameaças no intuito de expressarem o seu descontentamento. Nas faixas pode-se ler: “Colégio Itagiba: Estamos em greve pela valorização da escola pública”; “Governo sem compromisso, greve na educação”; “Promessa não cumprida, greve definida (Colégio Santa Cruz)”; “Nós professores e funcionários Estaduais de Lindoeste-PR aderimos a Greve”. Os trabalhadores em educação atuantes na APAE aproveitam e manifestam sua reivindicação: “Hora-aula aos profissionais da APAE fora a Hora-Relógio e fora o trabalho remunerado de hora-atividade”.

Diante de tudo isso, o fato é que o descontentamento dos professores estaduais repercutiu em todo Estado do Paraná. Algo precisa ser feito. É urgente que o atual governo repense e de o devido valor que a educação merece. Assessores ruins, neste momento, podem colocar tudo a perder. Os trabalhadores da educação, e não só eles, já não suportam mais bravatas e engodos.

Assinala-se ainda a faixa pendurada entre duas árvores próximas ao núcleo regional de educação de Cascavel que enfatizava: “Funcionário de escola! Você está aqui! Sempre esteve. É hora de reconhecimento! Ser educador é mais que estar presente é estar atento, é conviver, ensinar e aprender”.

Enfim, a luta é para melhorar a educação no Paraná. Quando isso ocorrer, propagandas que visam atrair profissionais para o magistério tornar-se-ão totalmente desnecessária. Por isso, um conselho governador, para acabar com a greve: efetive a Lei do Piso Nacional e não faça promessas que se não for para cumprir. A educação e o cidadão paranaense agradecem.

domingo, 30 de março de 2014

O eleitor tem o político que merece?


 

 

Toda análise comprometida e responsável deve ter como finalidade tornar a sociedade melhor. Para tanto, é fundamental a formação de homens e mulheres pautados na ética, na compaixão e na amabilidade.

Os sujeitos são construídos historicamente numa relação dialética ininterrupta. Condicionam e são condicionados pelo ambiente social-econômico-político e cultural onde vivem.

Logo, se coletivamente os cidadãos-eleitores produziram representantes ruins ao votarem erroneamente, então, também é possível acreditarmos no poder democrático que emana do povo enquanto capaz de escolher dignos representantes políticos.

Obviamente existem candidatos que se elegeram enganando o eleitor com a utilização de uma boa oratória. Por outro lado, há inúmeros eleitores que somente votam em candidatos que oferecem cesta-básica, oportunidades de emprego, gasolina, dinheiro e vantagens (sejam elas quais forem). Conclui-se, a partir desta argumentação, que os políticos corruptos proliferam-se uma vez que há eleitores afeitos com a corrupção.

Entretanto, é preciso distinguir os bons dos ruins representantes políticos, isto é, aqueles que votam a favor e os que votam contra os interesses da população. Pois, como bem sabemos, há políticos (senador, deputado, prefeito, vereador etc) que só serão coerentes com sua posição quando pressionado pelos cidadãos.

Importa enfatizar, ainda, que os eleitos por meio da compra de votos (ao utilizar-se do poder econômico) não costumam respeitar os eleitores que facilmente são cooptados. Junto com estes pilantras inconsequentes padecem os eleitores-conscientes e as pessoas de boa vontade.

Em Cascavel-PR, rendeu muito falatório à propina dos R$ 500 mil referente à aprovação da construção das 2.089 casas no loteamento Riviera. É fácil agora - mediante provas - exonerar o “vereador escolhido, bem amado (dileto)”. Difícil é punir os eleitores levianos, os que ainda acreditam em Papai Noel. O bode expiatório foi identificado. Com isso regozijam-se todos aqueles que continuam irrepreensíveis, pelo menos, diante da opinião pública.

Indubitavelmente, os pensadores da atualidade, os cidadãos conscientes, pagam um alto preço por não fazerem nada. A democracia encontra-se a deriva mediante a impunidade na política. O egoísmo, o individualismo aliados a sede de mais poder “corrompe em absoluto” (Lord Acton). E, por sua vez, a corrupção ameaça à vida na terra.

Portanto, o espaço político não é lugar para indivíduos sem personalidade consistente, inocentes, tímidos, que facilmente se deixam manipular.

Ajudemos os fracos, os amantes do poder pelo poder. Iluminemos os ignorantes e perdoemos os errantes depois de ensiná-los com o castigo devido. Afinal, quem ama o seu filho repreende-o.

Que os acontecimentos visualizados na política cascavelense nos ensinem. Ao semearmos cidadania, colheremos uma sociedade cidadã. O tempo é pedagógico. Afastemo-nos dos escombros funestos do poder-indivíduo e construamos o edifício inabalável da democracia calcada nos alicerces da ética e dos bons costumes.

A cada direito corresponde um dever. O direito de expressão é inalienável. O exercício da liberdade é imprescindível. O voto é um direito conquistado com sangue, suor e lágrimas e o seu uso irresponsável causa prejuízo para toda sociedade.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Obrigado “Catarina”



            Depois de um ano inteiro em atividade laborais é fundamental tirar férias e se distanciar da produtividade, dos compromissos constantes e necessários. Pois a renovação das energias, do aperfeiçoamento dos ideais, da reflexão sobre novos planos são essenciais para quem almeja maximizar o seu viver.
Sendo assim, é indispensável sair em viagem com a finalidade de passar alguns dias à beira do mar, visitar parentes distantes, entrar em contato com outras pessoas e dialogar sobre assuntos que extrapolam o habitual.
Nesta empreita, vale asseverar que o lazer é tão importante quanto o desempenho profissional. A vida não pode ser resumida na produção. O ser humano não é um robô, ele precisa de interação, de afeto, de estima, de valoração, de realização, de descanso.
Além disso, quem tem o privilégio de deixar por algum tempo a terra onde vive, onde se relaciona, trabalha e constrói um futuro aproveita essa possibilidade para aprender, enquanto relaxa ao olhar novas paisagens.
A seguir alguns apontamentos acerca do Estado de Santa Catarina são apresentados no intuito de deixar o nosso Paraná e a cidade de Cascavel ainda melhor.
Colonizada por imigrantes portugueses, italianos, alemães, austríacos, holandeses, suíços e gaúchos, Santa Catarina e seus primeiros habitantes convivem com uma natureza exuberante, tradições inúmeras e um povo acolhedor. Em detrimento disso, o território catarinense divide-se em várias regiões para melhor acolher os turistas e visitantes: Caminho dos Cânions, Encantos do Sul, Grande Florianópolis, Costa Verde e Mar, Vale Europeu, Caminho dos Príncipes, Grande Oeste, Caminhos da Fronteira e Vale do Contestado. Detentora de grandes hotéis e pequenas pousadas familiares - tudo com qualidade e requinte, Santa Catarina é um excelente roteiro para quem valoriza a história, a cultura, os contrastes geográficos, a apreciação do belo.
Quem visita o Cristo Luz no Balneário Camboriú, as praias catarinenses, as águas termais (Piratuba etc), as igrejas históricas (restauradas ou não), volta pra casa com muita história na bagagem. Por falar nisso, importar recordar, por exemplo, das palavras do catarinense hospitaleiro, Plínio Silva, que dizia: “visitar a cidade de Jaborá - SC e não ir até a igreja matriz é não visitar a cidade”.
Sabe-se que Cascavel é depositária de inúmeros imigrantes oriundos de pequenas cidades de Santa Catarina. Devido a estes desbravadores a metrópole do oeste na atualidade é conhecida internacionalmente. Em pouco tempo e devido encontrar-se num “lugar energizado” (água potável em abundância e terreno propício para o desenvolvimento da agricultura), Cascavel tornou-se uma terra de promessas cumpridas. Quem visita Santa Catarina, percebe que é comum nas pequenas e históricas cidades catarinenses o comentário sobre quem deixou suas pequenas propriedades para acumular fortunas dantes inimagináveis. Todavia, não podemos olvidar que foram muitos os catarinenses que contribuíram para o sucesso da cidade “hospitaleira” e que fizeram desta a sua morada de coração.
Deste modo, nota-se que o gozo das férias possibilita, dentre outras coisas, olhar o mundo por outro prisma e, por conseguinte, em um novo modo de pensar e agir. A nossa gratidão nesse processo aumenta e, pessoas gratas são mais felizes e de bem com a vida.

Santa Catarina é aqui ao lado (pertinho) e para vários cascavelenses visitá-la trata-se de uma volta às origens. Por isso, aos “catarinas” dedicamos sinceras homenagens e agradecimentos.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Cascavelenses esperam decisão Judicial



            “... Diante de ti ponho a vida e ponho a morte. Mas tem que saber escolher, se escolhe matar, também morrerás, se deixa viver também viverás. Então, viva e deixa viver” (Pe. Zezinho).
            Há na cidade das cobras um considerável número de olhares e interpretações acerca do pedido de cassação do prefeito. Assim sendo, angustiados e afoitos, sujeitos vivem a experiência de calvário enquanto esperam o veredicto final do Tribunal Superior Eleitoral de Brasília (DF) sobre quem figurará na dianteira do Paço municipal nos próximos anos.
            Sistemicamente a decisão deste emaranhado atinge a todos os munícipes e, de modo especial, os detentores de cargos comissionados. Nestes momentos é provável que aflore o sentimento de impotência entre aqueles acostumados com a vida promissora e regalada embaixo dos arremedos do poder narcisista. Prós e contras são medidos. “Quem vai chorar? quem vai partir?” (Raul Seixas).
            Uma coisa é certa. Aqueles que se encontram no “olho do furacão” agonizam perante as sombras da incerteza provocadas pela luz da verdade: “Ele é daqui”. Isto tudo nos lembra das descrições apresentadas por Ezequiel no seu livro pré-apocalíptico.
            Tal alegoria insere-se neste movimento que dinamiza o imaginário popular tão presente naqueles que acreditam na justiça e buscam libertar-se dos labirintos da escuridão construídos pela “política da causa própria”.
            Neste cenário de disputas se encontra na vitrine os personagens do time dos que estão no poder e que sabem o quanto é bom. É altamente compreensível que lutem com unhas e dentes para não perdê-lo. Todavia, ou passamos a entender o poder enquanto diaconia (serviço) ou continuaremos - enquanto cidadãos - reféns do poder corruptor do caráter, dos bons costumes, da ética.
Destarte, para além de todas estas disputas, o que precisa ser compreendido é que o ser humano é o centro de tudo, o elo perdido, a categoria central, o foco convergente. Do contrário a violência demente, macabra e suicida somente tende a aumentar.
            Sem adentrarmos em análises pontuais, com neutralidade, observa-se que enquanto o jogo é decidido nos bastidores muitos fazem a experiência do inferno astral. Enquanto isso, alheios a toda essa jogatina, encontram-se os eleitores, na sua maioria, submersos em tantos afazeres vivendo seus dias despercebidos e distantes destes ambientes que projetam intemperança, insensatez, discórdia, medo e falta de ágape.
            O que se passa na imaginação do cidadão que auspiciosamente foi levado a acreditar que vivia sob o manto sagrado da terceira melhor administração do Paraná? Sem compreender o funcionamento sincrônico e diacrônico entre os poderes executivo, legislativo e judiciário o eleitor pensa e reflete sobre os acontecimentos a partir das interpretações de fontes secundárias e terciárias.
            Em pé ou sentados, seres com holofotes ou anônimos, esperam. Eis que surge a espada da Justiça (fina e bem afiada) pronta para dividir e unir, ao decidir quem entra e quem sai do posto de maior prestígio da “cidade hospitaleira”.

Oxalá a decisão da Justiça seja suficientemente capaz de propiciar um exame de consciência coletiva e individual em função do fortalecimento da cidadania participativa.

domingo, 24 de novembro de 2013

O Terceiro Turno em Cascavel?


Um furacão sacudiu a política nas vésperas do aniversário da metrópole do oeste. O clima esquentou e pegou a todos em sobressalto. A notícia tomou conta dos munícipes, especialmente, dos amantes do bom debate político.
Nos últimos dias o eleitor comum, os cientistas políticos, os juristas, os advogados - de maneira avassaladora - dialogaram, conversaram, refletiram e, apesar disso tudo, as coisas permanecem inconclusas. A dúvida persiste. Quem ocupará a vaga de prefeito na cidade esplendorosa? Teremos novas eleições pagas pelo atual ocupante do cargo honorífico? Assumirá o vereador e presidente da Câmara Legislativa, Marcio Pacheco (Cavaleiro da Esperança), que já deu provas cabais de sua idoneidade?
Conjecturas a parte, existem indícios fortes de que quem ocupará este posto será o principal oponente do atual prefeito e que no Segundo Turno foi injustamente acusado de não ter domicílio na cidade: “Ele não é daqui”. Entretanto, compete à justiça decidir.
São inúmeros os questionamentos e estes perpassam os mais diversos segmentos sociais. Indubitavelmente, esse é um procedimento tanto em filosofia como nas ciências em geral, fundamental para quem almeja encontrar a verdade. Uma ideia falsa ou incerta não pode ser o fundamento de uma boa explicação, assim como alicerces de gelo não pode sustentar uma boa construção. De que adianta investir em propaganda se a base da materialidade social não é correspondente?
O atual gestor do município afirmou que as contas do município estavam “boas” e depois de eleito revelou que elas estavam “ruins”. Com isso, perdeu a confiança dos eleitores conscientes, de tal forma que, atualmente é ilógico esperar que alguém que necessita de atendimento médico, por exemplo, continue a acreditar nas palavras de alguém com este perfil.
Por sua vez, a cassação do digníssimo prefeito não pode ser analisada de maneira isolada. Dentre os pontos que precisam ser considerados, destaca-se a relevância de pensá-lo, em primeiro lugar, no âmbito da sociedade capitalista onde a pessoa não é mais o foco e sim, o dinheiro. Na sociedade do capital o dinheiro compra tudo. Porém, no Tribunal Regional eleitoral do Paraná, justiça seja feita, por unanimidade (6x0) votou-se pela cassação do ocupante do poder executivo de Cascavel. Daqui para frente indaga-se: Terá o Senhor do Município condições de reverter esse resultado em Brasília?
            De modo geral, se compreende os motivos da cassação. Que este fato contribua com a maturidade política dos eleitores da cidade que mais cresce no Oeste do Estado. Que campanhas difamatórias deixem de existir. Que os jornais apócrifos, fomentadores do preconceito contra homossexuais, maçons (...) sejam banidos definitivamente. Registre-se, foi vexatório o que aconteceu nas eleições municipais da cidade de Cascavel no ano de 2012.
Apreensivos e na expectativa, cidadãos cascavelenses esperam o desenrolar dos próximos capítulos desta trama. A torcida é para que a ética adentre aos espaços políticos. O vale tudo na política é abominável. É um crime hediondo.
A cidade de cascavel não pode mais ser o quintal de nenhum poderoso. O poder tem que ser serviço. Não interessa se é o candidato “A”, “B” ou “C” que ocupe a cadeira de maior prestígio no município.

Enfim, ninguém sabe ao certo quais serão os próximos desdobramentos. No entanto, espera-se que isso não se repita mais. Os cidadãos/eleitores de Cascavel merecem respeito. São eles que precisam vencer a cada pleito eletivo.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Educação e Independência



            Por meio dos serviços de informação prestados por diversos setores de segurança os governos estavam conscientes das manifestações a serem realizadas no dia 07/09/2013. Tanto no âmbito federal, estadual e municipal elas simbolizavam uma preocupação inconteste. Não é por acaso, que o prefeito da metrópole do Oeste no dia da independência se retira para a Argentina. Eis uma boa maneira de ser independente.
            O fato é que a história da sociedade brasileira se estruturou em uma atmosfera de pouca participação no espaço da política. Os papéis demarcados entre quem delega poder por meio do voto e os que gozam do privilégio de serem eleitos nem sempre ocorre em benefício da população. A política na atualidade encontra-se distante do seu dever ser: arte de administrar a coisa pública em benefício de todos. Os eleitores parecem simples objetos usados a cada campanha eleitoral para fins escusos. Obviamente, caso nada seja feito, os politiqueiros de plantão continuarão a fazer do dinheiro público a alegria da causa própria.
            Inequivocamente vivemos um paradoxo diante do avanço tecnológico e dos recursos que podem favorecer a independência. Na sociedade atual é intolerável á falta de transparência com o dinheiro do contribuinte, as contas adulteradas. Os escândalos de corrupção fragilizam o sonho democrático. Como falar de independência quando o eleitor é brutalmente desrespeitado?
Neste cenário, ficará cada vez mais difícil entoarmos o Hino Nacional do Brasil quando meditamos o que diz cada palavra, cada frase, cada estrofe, sem enveredarmos para a indignação. Este é o panorama que nos permite compreender as palavras do Estudante A.P.: “Belo, grande, imenso/Como a natureza belo/ E, singelo e a vida como as águas cristalinas/ Como o riso da criança/ Mas a falta de estudo/ A simplicidade abate/ A criança com os olhos tristes/ E amargura de solidão/ Isto preocupa a sociedade/ Pois sabe que está pode ser um futuro ladrão/ Mas quem não consegue/Trabalhar e precisa roubar/ Para se sustentar/ A vida favorece o roubo e o tráfico/ Porém eu digo: vai levanta a cabeça/ Deixa o passado para trás/ Não se importe com a sociedade/ Que olha o passado para te julgar/ Sem perceber que não teve independência para o povo/ Somente ricos tiveram independência/ Ficamos abismados com a violência que sofre o povo/ A revolta é plantada pelo tapa/ desferido pelo soldado/ A sociedade discrimina o pobre/ Pelos seu modo de se vestir/ E o jeito de falar/ Mas não sabe da capacidade que ele tem/ De se expressar e de mudar.
Em 1822 o Brasil deu o seu grito de “independência ou morte” e este ecoa nos dias atuais carente de concretude. Apesar dos esforços, chegamos à contemporaneidade com um número considerável de cidadãos diminutos. Na era do conhecimento o analfabetismo funcional representa uma contradição. A falta de uma educação sólida faz com que os falsos representantes da população continuem a serem eleitos e reeleitos. É longo o caminho de mobilização capaz de promover a tão almejada revolução social. Infelizmente os analfabetos e os iletrados favorecem o deleite daqueles que buscam enganar o povo a cada pleito eleitoral.

Na Grécia Antiga, o cidadão era livre para participar e decidir os rumos da cidade. O diálogo e o interesse pelos rumos da polis era uma constante. Hoje é emblemática a reflexão sobre a independência, pois a inércia do cidadão favorece o monólogo e a falta de educação viabiliza a manipulação.

sábado, 22 de junho de 2013

O voto: útil e/ou inútil?



Na sociedade democrática, costuma-se dizer que o voto consciente é uma das mais importantes ferramentas para acirrar e fortalecer a democracia. A exaustão se tem dissertado sobre o “voto útil”, porém pouco se tem falado acerca do “voto inútil”. A razão disso tudo, talvez seja porque até mesmo o voto considerado útil, volta e meia, se torna um voto inútil. E quais são os motivos para que isso aconteça?
            Observa-se com frequência que os pensadores da política partidária consideram natural persuadir o eleitor para que vote nos candidatos com chances reais, de acordo com pesquisas pré-eleitorais. A revelia, lobistas de políticos de carreira, especializam-se na conquista pelo sufrágio universal. Com argumentos eloquentes convencem que a opção do eleitor beneficia o candidato “Astrogildo” que apesar de não merecer, apresenta-se como o candidato mais cotado para o pleito na determinada legenda.
Assim sendo, se polariza as eleições entre o “A” e o “B” e, consequentemente, os cidadãos, no exercício pleno de seus direitos políticos, são induzidos a votarem nos candidatos que lideram nas pesquisas e não naqueles que aparentemente não tem chance alguma. Ganha musculatura a ideia do “não perder o voto”. Diga-se de passagem, tal reflexão, trata-se de um tremendo despautério.
Por outro lado, é certo afirmar que os detentores do poder econômico facilmente encomendam pesquisas, além de negociarem visibilidade tendo como escopo a indução pró-voto. Não é por acaso, que seguidamente, as pesquisas não dão certo, falham. Elas são realizadas por amostragens que nem sempre refletem a universalidade da realidade.
Vale dizer, que uma eleição não é uma partida de futebol, onde jogam o Cascavel, o São Paulo, a Seleção Brasileira. Não importa se é um jogo que vale a Taça: Libertadores da América, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo. O time vencedor tem todo o direito de comemorar após a vitória, seja o jogo que for.
            Entretanto, as disputas pelo voto não podem se reduzir a um campeonato de várzea. O voto vale educação, saúde, respeito ao contribuinte, transparência nas ações tanto do legislativo quanto do poder executivo. O eleitor consciente é penalizado juntamente com o eleitor que ainda não compreendeu que o “voto não tem preço, tem consequência”.
            Todo cidadão precisa interessar-se pela política, afinal, a política encontra-se relacionada com a sociedade, com a economia. Tudo é política, exemplo disso o noticiado recentemente pelo Tribunal de Justiça (TJ) que “considerou, liminarmente, que a Lei 5.983, que está em vigor na cidade de Cascavel desde 2012, é inconstitucional. Isso significa que a Cettrans (Companhia de Engenharia Transporte e Trânsito) está desobrigada de avisar os motoristas onde há radares e furões em semáforos. A relatora, Regina Afonso Portes, considerou que o Município não tem competência para legislar sobre trânsito, sendo uma incumbência da União”. Portanto, vê-se que o que está ruim para os que utilizam o trânsito cascavelense, ficará ainda pior.
Diante desta temática, graças ao distanciamento do cidadão dos debates, no município de Cascavel, no Brasil e no mundo, temos inúmeros exemplos de maus políticos eleitos com o voto de eleitores desavisados.

Agora, estouram manifestações de repúdio contra a corrupção dos políticos por todo país: umas pacíficas e outras com atos de vandalismo. Porém, estes são um reflexo de uma população que ainda não aprendeu a votar. Com isso, quem perde é a cidadania responsável.

Pedras pedagógicas



            As pedras, do real ao virtual, literalmente são fontes de inspiração para muitos escritores, cujos impressos influenciaram a nossa sociedade durante séculos. Nas cavernas rupestres (nas pedras) encontramos os primeiros vestígios da humanidade. Com base nas pinturas pictográficas os hominídeos deixaram sua marca, seus registros valiosíssimos para a humanidade.
Contemporaneamente inspirado nas pedras, Carlos Drummond de Andrade escreveu: “No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra”. Mas quem são estas pedras? A resposta depende da perspectiva de cada sujeito, da sua posição social, da janela segundo a qual visualiza o mundo.
Assim sendo, cada sujeito interpreta as pedras de um modo diferente. Enquanto uns fazem poesia e crônicas para jornais, outros por andarem distraídos, tropeçam e se machucam. Existem os meninos briguentos que a utilizam como arma. Há agricultores que a utilizam para o descanso. Nas escolas e ruas, crianças usam pedras para pular amarelinha. É bíblica e notória a passagem em que com uma pedrinha encontrada no chão David venceu o poderoso Golias.
No nosso tempo, as pedras continuam a ser o foco de intrincadas discussões. Na rodovia, trajeto entre Medianeira e Matelândia, visualiza-se a centralidade das pedras na duplicação da BR 277. São “pedras” que trabalham e “pedras” que pagam o pedágio que sempre aumenta. Em todo caso, as pedras são o assunto principal: Ora por serem usadas para construir, ora por serem usadas para destruir.
Na capital do oeste, tornou-se famosa a CPI das Pedras. Tudo isso porque pedras foram confiscadas da rodovia federal/BR 163. Cogitou-se que o time que visava “melar tudo” se esforçou para formar uma comissão com integrantes “amigos” e politiqueiros por profissão.
Todavia, o desfecho de tal pedreira foi intrigante: Depois de assumir a determinação e ordenar que trabalhadores laborassem na madrugada com as pedras, o vice-prefeito mudou sua versão e “garantiu que 100% das pedras retiradas fossem levadas ao aeroporto, mas que não autorizou o serviço, que ele teria sido feito sem o consentimento dele”. Com isso, o mistério se alastra no aeroporto. Notificações levantaram suspeitas de que pedras haviam sido desviadas para a construção de asfalto em loteadora particular. Pensaram que tinha de sobra e faltou “pedras/cobertor” para o aeroporto? A questão é: será que um dia os contribuintes cascavelenses saberão a verdade sobre o que acontece com as “pedras da cidade”?
Ressalta-se, acima de tudo, que as pedras são extremamente importantes, um alicerce seguro. Feliz aquele que constrói sua casa sobre as pedras, afinal e de acordo com a Bíblia: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as observa, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. Desceu a chuva, vieram as correntes, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela não caiu; pois estava edificada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as observa, será comparado a um homem néscio, que edificou a sua casa sobre a areia. Desceu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu: e foi grande a sua ruína” (Mateus 7, 24-27).

Todas as pedras têm muito a ensinar. É preciso que o ser humano construa mais sobre a pedra e distancie-se da areia da mentira, do vandalismo, da prepotência. Que os erros nos sirvam de lição.

A maioridade penal e a violência social




            Na fila do banco, no supermercado, na farmácia, na panificadora, no cinema, nos hospitais, proliferam-se os diálogos e discussões acerca do arrastão ocasionado pela onda de violência social que democraticamente atinge a totalidade da sociedade.
De modo particular, em Cascavel vivemos experiências de “dias tumultuados” e estes corroboram com o aumento do número das pessoas que se colocam favoráveis à diminuição da maioridade penal. Entretanto, será que reduzir de 18 para 16, 14 ou 12 a idade de conduzir um jovem para a cadeia é a melhor solução? O adolescente em conflito com a lei é réu ou uma vítima da exclusão social?
Num mundo onde o consumismo frenético é estimulado insanamente pelos meios de comunicação social os valores morais são pulverizados. Diante disso, é uma ilusão pensar que tal projeto de lei que penaliza, transformará os jovens infratores, em cidadãos produtivos e responsáveis. Além disso, segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho não faz sentido transferir os adolescentes para essa realidade, pois o sistema carcerário não realiza sua finalidade de recuperação e resocialização.
Com o escopo de entender um pouco mais essa problemática social, estudantes do Ceebja/Cascavel debateram e expressaram suas posições concernentes ao tema da maioridade penal e da violência que assola pelo mundo afora. De acordo com o estudante Jhones a “lei que visa diminuir a maioridade penal não compensa, ela só vai aumentar ainda mais o crime”. Nesta esteira, completa o atencioso estudante Lucas: “Para resolver o problema da criminalidade é preciso investir na educação, dar melhores condições de vida para os adolescentes, ao invés de gastarem com a condenação dos menores de idade”. Jamil, por sua vez, acrescenta: “A solução para diminuir os crimes de menores infratores é oportunidade de trabalho; curso profissionalizante; ensino de qualidade; palestras incentivadoras etc”.
            De acordo com especialistas na área da psicologia o adolescente em situação de vulnerabilidade social necessita de educação e acompanhamento para corrigir-se e voltar ao convívio social. Sua personalidade não está completamente formada, logo o jovem carece de disciplina e nunca pode ser tratado como um bandido. Caso contrário, se pressupõem que ele pode assumir para si tal condição de criminoso e comportar-se cada vez pior.
            Em verdade, políticos que prometem endurecer o combate ao crime quase sempre conseguem êxito nos pleitos eletivos, porém, por que o exemplo nem sempre vem destes que se proclamam arautos da moral e dos bons costumes? Diante de tantos dizeres acaba-se por esquecer que a prevenção é o mais importante e eficaz mecanismo contra todo tipo de violência. Ações que canalizem energias em algo que seja gratificante para si e para a humanidade.
Portanto, sem concluir o assunto e com todo respeito ao contrário, nos alinhamos na luta do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP) que é contra à redução da idade penal de 18 para 16 anos. Segundo estes “o futuro do Brasil não merece cadeia”. A mudança da idade penal desvia a opinião pública das causas reais da violência e transforma o jovem e adolescente em bode expiatório. Assim sendo e conforme Sérgio Kreuz, “quando um jovem pratica um ato infracional grave, deveríamos todos estar envergonhados pela nossa incompetência, porque não conseguimos dar a esse jovem alternativas”.

Para mudar essa história é preciso ter coragem.

sábado, 15 de junho de 2013

Por uma economia solidária



            A partir dos séculos XVI e XVII, ocorreu na Europa a intitulada Revolução Cultural, cujas características principais foram a valorização da razão (do questionamento), a crítica aos privilégios da nobreza e do clero, a defesa da liberdade política e da igualdade de todos perante a lei revolucionou os costumes, o modo do ser humano relacionar-se consigo, com o outro e com a natureza. As relações servis de produção sucumbiram diante das relações capitalistas.
            O espírito iluminista revolucionou a humanidade, pautado na promessa de um mundo melhor para todos. Apostou no sujeito pensante, iluminado pelas “luzes da razão”. Acreditou na busca pela autonomia, no equilíbrio com a natureza enquanto condição de uma vida plena e feliz.
            No entanto e no limiar do século XXI, os seres humanos não estão realizados (na sua maioria); imersos numa vida cerceada pela escuridão da ignorância, da violência, da manipulação midiática, vivenciam “na carne” a exploração do trabalho que desemboca na concentração de renda e, que no limite, acena para as crises cíclicas do sistema capitalista. Enfim, uma nova cultura está por ser instaurada. O individualismo, o querer tirar vantagens em tudo, assinala, em última instância, para a abreviação da experiência humana na terra.
            Das promessas iluministas muitas coisas não aconteceram. E o que vemos na sociedade do capital? Roubos, genocídio, miséria, intolerância, guerras, injustiças sociais. A realidade contraditória impõe a reflexão em torno de novas possibilidades. Neste sentido, a economia solidária apresenta-se como uma possível solução.
De acordo com Elza de Jesus, Juliana de Marchi e Márcia Boeira a economia solidária “é uma forma de produção comunitária que trabalha em prol de todos sem visar lucros; sem se pautar na exploração do trabalhador”. Na perspectiva de Edieni Rodrigues, Marinês Scheiber e Vera de Oliveira a “economia solidária como um processo de trabalho de reaproveitamento da produção, autogestão e valorização da cultura das famílias envolvidas, tendo em vista experiências que estão sendo realizadas”. Numa cultura assim, explicitam Tania Henz, Dilamar Menegazzi e Irene Souza de que na economia solidária “o consumo é responsável e consciente visando à sustentabilidade e produção saudável para a boa qualidade de vida aos consumidores”. Do seu modo,   Neusa Abrozino e Nilva da Silva observam que a “economia solidária preocupa-se com a produção e satisfação das necessidades e os recursos disponíveis, uma realidade presente em diversos espaços sociais”.
            Nesse diapasão, Lia Barbosa, Moisés Sens e Patrícia Defacci consideram que “montar uma cooperativa com este pensamento coletivo, é uma forma de ruptura do pensamento dominante e predominante da atual conjuntura e estrutura social”. Coopera, neste sentido, a percepção de Renata Mouro e Eliane Veron, para quem a economia solidária “vêm de encontro com a práxis educativo-libertadora, e com essa surge múltiplas possibilidades, sendo assim uma dinâmica em construção”.
            Acrescentam, ainda, Cristiane do Prado e Suiany Albiero, que “a economia solidária pode ser considerada importante, pois nasce com o intuito de incluir trabalhadores e trabalhadoras de forma coletiva e não explorada para através do trabalho gerar renda para eles e suas famílias de forma justa e igualitária”.

Em suma, as pessoas carecem de solidariedade na economia, na sociedade, nas relações interpessoais. Um outro mundo é possível.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Lições de cidadania




Estudantes jovens e adultos da escola Professora Joaquina Mattos Branco (Ceebja / Cascavel-PR) - insatisfeitos com as medidas que prejudicam os munícipes, como por exemplo, o furto das pedras, os postos de saúde fechados, o fechamento de turmas em tempo integral, enfim, com a lógica do “tirar leite de pedras” - refletem acerca da situação política local.
Tendo presente que a consciência política é um processo, busca-se apresentar algumas das intervenções realizadas pelos amantes do conhecimento com a finalidade de fortalecer o “chão da escola” enquanto um espaço de exercício da cidadania.
Nesse mote, a partir da resposta da filósofa Elisandra Ferrari no que tange o texto ‘A missão de Sócrates’ de que “a filosofia procura a verdade para além das aparências”. O intento é desvencilhar-se da “politicagem”, pois esta serve para aumentar o preconceito na política e obstaculiza a percepção de sua essência.
De fato e de acordo com Jana Ferreira “desde a antiguidade, desde os nossos ancestrais se executava a política. Ela influência a vida de todos nós”. Compactua desta prerrogativa a sensibilidade de Aline Tereza Bortoloso ao considerar importante a política na medida em que garante “vagas nas escolas infantis públicas para mães que tem filhos e não tem condições de pagarem uma vaga nos centros particulares de educação”.
            No entanto, Marcelo da Costa expõe o que faz o cidadão afastar-se do campo político que são “os políticos-enganadores que preferem pensar somente em si mesmos”. Decorrente disso, ganha força as ponderações da jovem Michelle Marafon em que “num país onde os cidadãos estão decepcionados com os políticos corruptos, que não hesitam em praticar o peculato, a prevaricação e o furto” o eleitor tem dificuldade de interessar-se por política.
            A esperança, por sua vez, se fez manifestar nos apontamentos de Celso de Santana que aposta na educação das crianças: “o interesse pela política precisa surgir no tempo da infância. Estas possuem a vida toda para serem dilapidadas em benefício da coletividade”. Do seu modo, Cesar Norihiko Hudara acrescenta: “quem sabe com o decorrer dos tempos entre pessoas com boa índole para mudar a visão que temos da política e que possam ajudar as pessoas que mais precisam”.
Todavia, nada acontece ao acaso e o salto de qualidade passa necessariamente pelo investimento em educação, ao invés dos gastos desnecessários com propaganda. Assim sendo, a experiência de vida de Miguel A. David nos ensina que “a política tem suma importância para o viver em harmonia na sociedade”. Corrobora, nesta esteira, a comprometida Ana Beatriz Alves ao asseverar “que pela política temos as leis e, por conseguinte, os direitos e deveres, fundamentais para a vida na coletividade”.
Diante das exposições supracitadas, o consenso é de que os políticos são um reflexo da sociedade. Por isso, com propriedade Leonildo de Oliveira explicita: “O eleitor deve fazer uma vigilância sobre o eleito, pois a cidadania não se restringe, apenas, em escolher o nosso representante. Precisamos estar informados sobre a sua atuação política para ver se ele cumpre com as obrigações decorrentes da sua função”.
Para finalizar é salutar enaltecer a postura do vereador professor Paulo Porto. O profissionalismo deste “intelectual de vitu” é um dos responsáveis pela renovação da Câmara dos vereadores de Cascavel. De certo, ele é uma prova de que quem vende o voto é um irresponsável. O eleitor inteligente vota com consciência.

domingo, 24 de março de 2013

Os Jovens, a Quaresma e a Páscoa




Nas igrejas, nas ruas, nas escolas, na sociedade de modo geral, é salutar o consenso de que a Páscoa liga-se à passagem de uma vida para outra vida. A Quaresma é um tempo de oração, de preparação, para quem almeja realizar eficazmente a mudança, a transformação. Os jovens no seu processo de desenvolvimento carecem saber que não caminham sozinhos neste lançar-se rumo ao desconhecido.
Entre os jovens observa-se a energia em ascensão, a vontade de acertar, a curiosidade no olhar, o desejo de viver intensamente em cada momento, como se ele fosse o último. Tudo é vivido com intensidade e, em meio a esse turbilhão transbordante de vida, a decisão é difícil, porém necessária. Quem não decide não se responsabiliza e, assim, corre o risco de permanecer uma criança eterna.
A juventude envolta numa imensidão de possibilidades encontra dificuldades em optar. Na cultura hodierna onde reina o hedonismo, o individualismo; as dúvidas desafiam principalmente aqueles que se encontram na fase da descoberta, dos encantamentos e estranhamentos diante das novidades de um mundo em constante movimento. Na potencialidade do ‘vir a ser’ o jovem faz a experiência de ter de escolher qual porta abrir, que janela utilizar, em qual caminho construir a sua própria história.
A estrada é longa e para não desanimar é preciso ter coragem de sonhar e se alegrar com as coisas simples da vida (o cantar do pássaro, o balanço das árvores, a satisfação de poder respirar, as brincadeiras com os amigos). Os sonhos alimentam a alma daqueles que buscam ser responsáveis no enfrentamento dos obstáculos, dos problemas a serem superados. Quem sabe se alegrar recarrega as energias para superar as nuvens traiçoeiras que em maior ou menor grau atingem todos os seres humanos.
            Apostar nas próprias capacidades, acreditar na vida e suas possibilidades, manter a esperança diante dos imprevistos é condição para quem busca combater o bom combate e guardar a crença na humanidade e seu poder criativo. Filosoficamente toda saída é uma chegada. Todo findar é um começar. Nessa passagem é natural que a juventude questione a relação intrínseca que existe entre o assumir compromissos e o exercício da liberdade.
            O erro (o fracasso) é condição para todos aqueles que ousam arriscar. Não há nada para temer. Thomas Edison realizou mais de mil tentativas antes de descobrir ao certo como inventar a lâmpada elétrica de corrente contínua. Dizia ele, com convicção: “Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo de vencer é tentar mais uma vez”. Ao aprender com os erros obteve sucesso. Moral da história: é extremamente importante saber o que fazer e o que não fazer.
Quem não busca acertar com medo de errar, esse sim é um fracassado. Neste sentido, é relevante escutar o cantor Renato Russo que diz: “É melhor morrer em pé do que viver de joelhos”. Vale recordar, também, que ‘depois da tempestade vem a bonança’. Dito de outro modo, quando se considera tudo perdido, aparece algo para converter os obstáculos em conquistas.
            Enfim, fica o apelo aos jovens neste período de quaresma, que “é pelo fogo que se experimentam o outro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação” (Eclesiástico 2,5). Isto é, a porta que conduz as alegrias passa pelas dificuldades. Logo, quem deseja fazer a experiência da Páscoa precisa estar disposto a viver dignamente a Quaresma. No fim os sonhos se tornam realidade, se ainda não se concretizaram é porque o término não chegou.

Obrigado mulher!




            O que escrever sobre esse ser contagiado pela magia, que em seu ventre gera outras vidas? Como não se encantar com o dinamismo feminino que transforma as noites sombrias em alento para a alma, pois é luz na caminhada? Quem poderá entender a magia realizada pela mulher que ao vivenciar milhões de sentimentos num só instante é capaz de transmiti-los no doce toque de um olhar? O fato é que o ‘ser mulher’ combina com o maravilhoso mistério do existir.
            Há quem afirme (talvez inspirado em Blaise Pascal de que o coração tem razões que a razão desconhece) que a mulher pensa com o coração, age pela emoção e vence pelo amor. Ainda que o seu amado não perceba os detalhes, a mulher enfeita-se, perfuma ‘o ninho do amor’. Diante da dor, das desventuras é forte o suficiente para oferecer o ombro aos que possuem necessidade de desabafar, de chorar, de consolo.
            Entre as mulheres, observa-se a cobrança que fazem de si na busca pela perfeição e, por outro lado, o esforço para arrumarem desculpas perante os equívocos das pessoas a quem ama. Elas, mesmo conscientes de que os filhos não lhes pertencem, dão-lhe asas, desde pequenos os ensinam a arte de voar, apesar de querer os filhos sempre ao seu entorno como a galinha e seus descendentes.
            Destarte, não é ‘natural’ o trabalho feminino valer menos que o realizado pelo sexo masculino, isto é, por razões inerentes as diferenças biológicas. A discriminação da mulher foi construída nas relações histórico-sociais em que o capitalismo tirou proveito para manter a mulher no âmbito doméstico, no cuidado com os filhos e, também, submetendo-a aos trabalhos de menor qualificação e remuneração.
Por isso, o dia 8 de março foi dedicado em homenagem às mulheres no mundo, que na verdade merecem gratidão e lembranças o ano inteiro. No entanto, esta data é muito mais do que propõe o reducionismo mercadológico. Trata-se de um dia privilegiado para a reflexão que visa à equalização entre o gênero feminino e masculino.
Os anos 70 entraram para a história do Brasil pela organização das mulheres em nome da redemocratização do país e melhoria nas condições de trabalho do povo brasileiro. Na década de 80, as mulheres ampliam sua participação nos sindicatos, nos partidos políticos, nas comunidades no intuito de contraporem-se a discriminação sofrida. Tal militância da feminilidade foi decisiva e influenciou a Constituição Cidadã de 1988 na direção de proposições de políticas públicas capazes de contribuir com a luta de emancipação do gênero feminino. Com organização, as mulheres criaram os Conselhos dos Direitos da Mulher, programas específicos de Saúde Integral e de Prevenção e atendimento às vítimas de Violência Sexual e Doméstica. Conquistaram a aprovação de leis e emendas orçamentárias, dentre as quais, destaca-se: Lei 9.100/95 e 9.504/97 que estabelecem quotas mínimas e máximas por sexo para candidaturas nas eleições proporcionais em cargos eletivos.
Em última análise, a presença da mulher valoriza os ambientes. Ela exercita o cérebro sem esconder o coração. Com seu ser ela impõe respeito, ama a vida em primeiro lugar. Parabéns à todas as mulheres que lutam e labutam - sem perder a ternura - pela igualdade de gênero, por uma nova sociedade.
Feliz o homem, que conseguiu compreender, em algum momento de sua vida, a magnificência de uma mulher. Nesta esteira, é preciso dar os pêsames ao homem que não sabe apreciar o valor de sua mulher, pois a sua miopia abre precedente para que os outros apreciem.